quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A mística do Rose Bowl

Não é preciso ser muito velho, sendo europeu, para associar quase que directamente o termo "Rose Bowl" à final do Mundial de 1994, marcado pela grande penalidade falhada pelo italiano Roberto Baggio frente ao Brasil. Após um empate no final dos 120 minutos, o estádio de Pasadena, na Califórnia, assistiu ao quarto título mundial de um "Escrete" que tinha o Fenómeno Ronaldo no banco de suplentes e via na dupla Romário-Bebeto o expoente máximo.

Esta noite, graças às maravilhas do cabo (o canal NASN já está disponível não só na MEO como também na ZON), os portugueses vão poder assistir a outra "final" de Pasadena, também de futebol mas... americano.

O estádio de Rose Bowl dá nome a um jogo, também ele "Rose Bowl" e que é conhecido como "The Grandaddy of them all" ("O avôzinho deles todos"). A partida, de futebol americano universitário, tem data religiosamente marcada para 1 de Janeiro de cada ano, excepto se o primeiro dia do ano calha a um domingo.

Na estreia da prova, em 1902, a equipa de Michigan dominou a de Stanford com um triunfo de 39-0. A segunda edição realizou-se apenas em 1916 e desde então apenas por uma vez a tradição não se cumpriu. Em 1942, menos de um mês depois dos ataques a Pearl Harbor, os responsáveis decidiram transferir a partida para Duke, na Carolina do Norte, com receio dos perigos de um ataque na costa Ocidental dos Estados Unidos, especialmente num local com largos milhares de pessoas.

Anualmente, a Rose Bowl é disputada por um representante das conferências Big Ten (com equipas de estados do nordeste norte-americano) e Pacific-10 (costa ocidental norte-americana) e esta noite terá frente a frente as equipas de Penn State e Southern California.

A equipa de Southern California tem um grande peso na competição e lidera a lista de troféus com 23 triunfos em 33 aparições na final. Para se ter uma noção, a segunda classificada é a Universidade do Michigan com oito vitórias em 20 presenças. Mais modesta é a outra finalista de 2009: Penn State (uma vitória em três finais). Caso ganhe hoje, será o terceiro título consecutivo de Southern California.

Outro facto curioso é a lista de jogadores que já venceram o prémio de MVP da partida. Em 1968, precisamente numa das finais ganhas pela USC (University of Southern California), o prémio foi atribuído ao polémico OJ Simpson. Mais recentemente, em 2005 e 2006, o actual quarterback dos Tennessee Titans, Vince Young, conquistou o galardão.

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