quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Política desportiva

O que têm em comum Fidel Castro, Barack Obama, Vladimir Putin, José Sócrates, George W. Bush, Evo Morales e Hu Jintao além da política? Na verdade, todos eles demonstraram no passado, ou continuam a demonstrar, atracção pelo desporto.

Em Portugal, o primeiro-ministro José Sócrates é conhecido pelos hábitos de corrida, que o levaram inclusivamente a percorrer a Praça Vermelha, em Moscovo, sob forte escolta policial. Ainda assim, Sócrates confirma apenas uma tendência clara.

Fidel Castro, o antigo Presidente cubano, notabilizou-se no desporto durante a vida estudantil, chegando mesmo a ser galardoado com o prémio de melhor atleta do liceu e, aos 21 anos, foi o lançador da equipa de basebol.

Do outro lado do Mundo, o Presidente chinês Hu Jintao demonstrou na promoção dos Jogos Olímpicos de Pequim as capacidades, quase que inatas no país, para praticar ténis de mesa.

União. Os ideais políticos opostos são esquecidos quando se entra em campo. Neste sentido, um comentador de futebol zambiano, Dennis Liwewe, afirma no documentário “Lusaka Sunrise” de Silas Hagerty, que “não é fácil juntar 73 tribos diferentes que falam literalmente 73 dialectos diferentes num só grupo e o futebol desempenha um papel fundamental para garantir esta união”.

A ideia de Liwewe é confirmada internacionalmente. O desporto não é comum a apenas uma facção política, mas tem o condão de reunir várias. Nos Estados Unidos, o antigo e o actual Presidente representam partidos distintos, mas unem-se através do desporto. No passado, o republicano Bush teve um papel activo na gestão da equipa de basebol Texas Rangers, enquanto o democrata Barack Obama é um assíduo praticante de basquetebol.

Já Vladimir Putin, actual primeiro-ministro russo, ostenta no currículo o título de campeão de São Petersburgo no judo, sendo actualmente o presidente do clube onde aprendeu a modalidade enquanto jovem.

Futebol. Na política existe também quem gostasse de seguir as pisadas de Cristiano Ronaldo. Nestas quatro linhas, destaque para o Presidente boliviano Evo Morales, que aos 47 anos continua a jogar e recentemente teve papel activo na luta contra a FIFA para demonstrar que não há riscos de jogar em altitude.

A história tem também casos de atletas que tentam enveredar pela política, mas o sem sucesso. Em 2005, George Weah perdeu a corrida para as eleições presidenciais da Libéria.

Mais a sério. O actual líder da monarquia espanhola, o rei Don Juan Carlos, competiu na classe Dragão, em vela,mas ficou fora dos lugares de medalha. Anders Fogh Rasmussen, primeiro-ministro dinamarquês, já subiu o AlpeD’Huez na companhia do antigo ciclista Bjarne Riis.

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